Ao saber que Cacá tinha partido me vi sufocado por uma dor que nem eu poderia imaginar sentir. Quando dei por mim, já estava ao telefone com o Fernando, que às lágrimas tentava me dizer algo para amenizar minha angústia.
“O que a gente faz agora, Fernando?”, foi a única coisa que eu queria saber, porque se houvesse algo que pudéssemos fazer, não tenho dúvida de que seria feito.
Não conhecia pessoalmente nenhum dos personagens dessa história de luta, mas a mobilização em que todos - e eu me incluo de maneira insignificante - nos envolvemos ultrapassou a barreira virtual e tocou nossos corações.
Fizemos o que era possível, ajudamos até onde deu, mas Cacá teve que partir para os braços de Deus, onde não há dor e nem sofrimento. A nossa luta não foi em vão, aprendemos a renovar nossa fé e esperança em dias melhores e a reafirmar o nosso compromisso com o nosso próximo.
Hoje Cacá é mais um dos anjos a nos guardar lá de cima.
“No dia em que chegaste ao mundo, todos sorriam e só você chorava. Hoje, ao vermos a tua partida, todos choramos, mas você sorri ao lado de Deus…”
Vá em Paz, Cacá. Nada foi em vão, tudo foi por amor!
Feliz 2011.



